A Assembleia Legislativa deverá promover ações para homenagear e divulgar a obra do educador pernambucano Paulo Freire, declarado patrono da Educação Brasileira em 2012. É o que determina o Projeto de Resolução apresentado pela deputada Teresa Leitão, do PT, que foi aprovado por unanimidade, na última terça, pela Comissão de Justiça da Alepe. As ações devem ocorrer entre setembro de 2020 e setembro de 2021, a fim de marcar o centenário do pernambucano que é reconhecido internacionalmente pela criação de um método de alfabetização focado na emancipação humana.
Proibido durante o período da Ditadura Militar, o livro Pedagogia do Oprimido foi escrito por Freire durante o exílio e é, atualmente, uma das obras mais citadas em trabalhos acadêmicos de todo o mundo. O presidente do Colegiado, deputado Waldemar Borges, do PSB, criticou o ataque feito pelo presidente Jair Bolsonaro ao educador na última segunda, quando chamou Freire de ‘energúmeno’, e justificou a aprovação da proposta. “A figura de Paulo Freire é eternizada não só no Brasil, mas no mundo, como um dos maiores educadores que a civilização humana já teve. Então, distinguir Paulo Freire para debater sua obra, o legado que ele deixou para o Brasil e para o mundo é sempre oportuno em qualquer momento”.
Já Teresa Leitão, observou que o método criado pelo educador é consagrado e executado com êxito em todo o mundo porque inclui os componentes de amorosidade, espírito crítico e respeito na educação. Relator da matéria, o deputado João Paulo, do PCdoB, argumentou que a obra freiriana segue válida no contexto atual, que exige habilidades para a adaptação a constantes mudanças.
De acordo com o Projeto de Resolução, que ainda precisa ser aprovado em Plenário, a Alepe deverá constituir uma comissão organizadora para definir as formas de homenagear o educador. O colegiado será composto por deputados, representantes da Secretaria e do Conselho Estadual de Educação, membros do Centro Paulo Freire e das universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco.
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